A perda auditiva progressiva é caracterizada pela diminuição gradual da capacidade de ouvir ao longo do tempo. Diferente da perda súbita, que ocorre de forma abrupta, esse tipo de alteração pode passar despercebido por meses ou até anos, fazendo com que muitas pessoas se adaptem ao problema sem perceber que algo não vai bem. Por isso, reconhecer os sinais iniciais é fundamental para evitar impactos maiores na comunicação e na qualidade de vida.
Principais sinais de alerta
Um dos primeiros sinais da perda auditiva progressiva é a dificuldade para entender conversas, especialmente em ambientes ruidosos, como restaurantes ou reuniões familiares. A pessoa pode ouvir sons, mas não compreender claramente as palavras. Outro sinal comum é a necessidade de aumentar constantemente o volume da televisão ou do celular, algo que costuma ser percebido primeiro por familiares e pessoas próximas.
Também é frequente pedir para que os outros repitam frases com mais frequência ou ter a sensação de que as pessoas estão “falando baixo”. Em alguns casos, a perda auditiva vem acompanhada de zumbido, sensação de ouvido tampado ou dificuldade para localizar a origem dos sons.
Causas mais comuns da perda auditiva progressiva
Diversos fatores podem levar à perda auditiva progressiva. O envelhecimento natural, conhecido como presbiacusia, é uma das causas mais frequentes e costuma afetar ambos os ouvidos de forma gradual. A exposição prolongada a ruídos intensos, como música alta em fones de ouvido ou ambientes de trabalho ruidosos, também pode causar danos irreversíveis às estruturas do ouvido interno.
Infecções de repetição, histórico de otites, alterações na orelha média, uso de medicamentos ototóxicos e doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, também estão entre as possíveis causas. Em alguns casos, alterações genéticas ou condições hereditárias podem contribuir para o problema.
Impactos no dia a dia e na saúde
A perda auditiva progressiva não afeta apenas a audição. Ela pode gerar isolamento social, dificuldades de comunicação, queda no desempenho profissional e impacto emocional importante. Estudos mostram que a perda auditiva não tratada está associada a maior risco de ansiedade, depressão e até declínio cognitivo em longo prazo.
Além disso, o esforço constante para ouvir e compreender conversas pode causar cansaço mental e irritabilidade, interferindo diretamente na qualidade de vida e nas relações interpessoais.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da perda auditiva progressiva é realizado por meio de avaliação com o otorrinolaringologista e exames específicos, como a audiometria. Esses testes permitem identificar o tipo, o grau e a evolução da perda auditiva, além de orientar a melhor conduta para cada caso.
A avaliação precoce é essencial, pois quanto antes o problema for identificado, maiores são as chances de preservar a audição remanescente e reduzir os impactos funcionais.
Tratamento e acompanhamento
O tratamento depende da causa e do grau da perda auditiva. Em alguns casos, o controle de doenças associadas, mudanças de hábitos e acompanhamento regular já trazem benefícios. Em situações mais avançadas, o uso de aparelhos auditivos pode ser indicado, melhorando significativamente a comunicação e a qualidade de vida.
O acompanhamento com o otorrinolaringologista é fundamental para monitorar a evolução do quadro e ajustar o tratamento sempre que necessário.
Quando procurar ajuda
Sempre que houver dificuldade auditiva persistente, zumbido frequente ou sensação de piora gradual da audição, é importante buscar avaliação especializada. Ignorar os sinais pode atrasar o diagnóstico e limitar as opções de tratamento.
Cuidar da audição é cuidar da saúde como um todo.